terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Eu te vi

Não é possível! Depois eu falo que esses bichos me perseguem e ainda riem da minha cara. Tô comprado ração de gato persa para bem-te-vi encher a pança!

E ainda fica esses gatos rechonchudos olhando com cara de bonachão, cada um esticado num sofá da sala, com as barrigas cheias de samambaia! Antigamente ainda serviam para aterrorizar um pouco a vida desses esvoaçante folgados, agora nem isso!

Quando escuto uma barulheira lá fora, já vou marchando, achando que é algum cachorro fazendo arte. Quase caio dura com vôo apavorado do bicho. Ele não sabe pra que lado voa, e eu, pra que lado corro.

Vou transvestir a secadora de roupa num espantalho!

Então o Natal

Então foi Natal…

Foi no Natal que vi meu pai tonto a primeira vez, querendo chamar meu primo e jogando uma laranja (??) na cabeça do coitado, ou tentando acertar, pelo menos. E depois ficar completamente sóbrio, em 2 minutos, quando mudamos para a festa da casa dos pais dele.

Foi no natal que vi minhas tias, tios, primos, pais, fantasiados das mais estranhas criaturas, prostitutas, padres, ovelhas, lobos e árvore de natal com pisca-pisca(!!).

Então é Natal…

É no Natal que cada ano inventamos uma forma diferente para o amigo oculto, inimigo oculto, entrega de presentes, cantoria de Natal, teatrinho e show de dança com direito a ABBA!

É no Natal que toda a família se encontra, que familiares distantes vêm de outras cidades e países. E nos juntamos para colocar o papo em dia - Se fala e ri e bebe e come e fala e ri e fala e ri e bebe e ri e fala e ri - mas na verdade não falamos nada.


Às vezes fico pensando que tinha que ser mais religiosa (ou alguma coisa religiosa…), mas nessa época percebo…

Estou ali celebrando uma alegria e união que em poucas famílias se tem. Estou celebrando do meu modo, agradecendo o que, um dia, não achei que era tão importante.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O Descabeçado desavisado

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Era uma vez


um elefante laranja


sem cabeça


que tentou fugir pela janela.


Coitado!


Era uma vez…


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Lu em lista

Pensar em mim tem que se pensar em:

  • cachorros

  • gatos

  • filmes

  • tequila

  • computador

  • livros

  • fome

  • matemática

  • esvoaçantes

  • roupa rasgada

  • dvd Simon & Garfunkel

  • cama    

- Não necessariamente nessa mesma ordem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Sonora

Antes eu ouvia música online no interessante last.fm. Lá você acabava escutando – e descobrindo – muita coisas legal. Bastava escolher alguém e escutar uma rádio com artistas semelhantes. Mas os infelizes não me deixam mais ouvir gratuitamente. [Sem comentários]

Então achei o novo Sonora, do Terra.

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Um pouco diferente do primeiro, dá para escutar o cd inteiro. Na primeira página tem um mosaico com os lançamentos. Tem tudo quanto é capeta, como diria minha mãe.

É bom que tem alguns cantores que se escuta falar tanto – e a gente sabe que não vai gostar – mas dá uma bicada para saber qual é.

Faça o loginho, veja quem está lançando cd, escolha seus favoritos, escute o Ranking Sonora para desfrutar de uma salada de fruta vertiginosa.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

4 cenas

Existem poucas coisas no mundo que gosto mais, ou tanto, quanto um bom filme. Estes dias topei com um blog – Movies In Frames – delicioso para cinéfilos como eu. Horas e horas de divertimento, e mais um milhão de filmes para lista para assistir.

É simples: Um filme – quatro cenas.

Seven Brides for Seven Brothers (Sete noivas para sete irmãos), 1954 (dir. Stanley Donen)

The Others (Os Outros), 2001 (dir. Alejandro Amenábar)

- Não podia deixar de colocar:

Gremlins, 1984 (dir. Joe Dante)

E dois encontros magníficos

Before Sunrise (Antes do Amanhecer), 1995 (dir. Richard Linklater)

Before Sunset (Antes do Pôr-do-sol), 2004 (dir. Richard Linklater)

Alguns, uma cena só basta, hum?

Entrem e divirtam-se.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Mais fantasias

Captião James T. Kirk – “Star Trek”

 

 

Soldadinho da Tropa Branca Estelar – “Star Wars”

 

Yoda - “Star Wars”

 

Outro Yoda com seu sabre de luz - “Star Wars”

 

Agora o melhor:

Chewbacca - “StarWars”

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Casa do biscoito

Tento tomar meu café, enquanto os cachorros rosnam para Ana Paula, a empregada, por um pedaço de pão. –“KIKA! SENTA!” – “Mas ela já está sentada!”  –“ENTÃO DEITA!”

–“Meudeus, pra quê esse tanto de biscoito?!” – assusta Ana Paula.

–“Uai, para tomar café!'” – responde meu pai divertido.

–“Mas já tem 2 potes aqui! Dona Helena vai me xingar”.

Da cozinha escuto, na sala, meu pai gritando as notícias do jornal da manhã: –“Putaquepariu! O governo agora vai dar bolsa celular!!!”

–“Pra mim não adianta nada, nem consigo receber nem bolsa escola!” – resmunga a empregada.

Um gato passa um pouco assustado, levantando o rabo dizendo bom dia. – “Ei! Quer um pãozinho com requeijão?” No meio do gesto, o pão se perde no meio de bocas que aparecem por baixo da mesa. Miau?

Na hora do café da tarde minha mãe vai achar o saquinho pardo, cheio de biscoitos. – “Gente!, mais biscoito??” E vou quase cair da cadeira.

Nada como um dia normal em casa.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

(500) Days Of Summer

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 Já na abertura, a música “Us” de Regina Spektor mostra que “(500) Days Of Summer” não é mais uma comédia romântica no meio de outras tantas.

O diretor Marc Webb, com vasta experiência em videoclipes, brinca com cores e imagens, desenhando uma história delicada e humorada do amor.  Mas não se engane!.. como o narrador nos apresenta ao começo do filme:

‘That is not a love story. This is a story about love’

Tom (ótimo Joseph Gordon-Levitt) conhece Summer (a linda Zooey Deschanel - irmã de Emily Deschanel, a “Bones”) e logo se apaixona, mas ela não acredita em amor. A história corre pelos 500 dias de forma não linear, num divertido contado de dias e humor do casal, embalada numa deliciosa trilha sonora, o que era de se esperar.

Realmente diferente. Deixa com um gosto de quero-mais na boca. Um sentimento de querer mais filmes inteligentes, propostas interessantes, visuais geniais. Isso tudo ainda em cima de um tema tão usual: o amor.

Com certeza foi para minha lista de mais queridos.

O TRAILER

FoxSearchLight Pictures produziu um vídeo musical pra promover o filme. What do you get if you cross Bonnie and Clyde with Fred and Ginger?

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Caloooor

Vou morrer. Sim é certo. Não sabia que seria assada!

QUE CALOR DOS INFERNO!!!

 

Me conta! Por que resolvi fazer escova-progressiva-para-acalmar-meu-cabelo-rebelde-e-que-não-pode-prender-ou-lavar-a-cabeça-por-3-dias??? E eu nem queria ficar com cabelo liso!! Oh, meu sant’antônio!

Que o mundo acabe em piscina!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Baby Vader

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Fala a verdade, dá vontade de ter um nenê só pra enfiá-lo numa roupinha dessa, né não?

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Eu queria

Ontem eu estava procurando já nem sei mais o que dentro de umas das milhares de caixinhas que tenho. Me deparei com a coleção mais estranha de coisas dentro de uma delas.

Cartão de visita um acupunturista, foto plastificada do meu cachorro que já morreu, tapa-olhos ‘só mais cinco minutos’, uma entrada de cinema do filme ‘Indiana Jones’, um perfume vencido, um chaveiro ‘Estive em Aparecida rezei por vc’(!!!), uma carta enviada da França por uma prima, mini cd’s, ingresso do Mineirão para ver Cruzeiro x Ituiutaba, uma tampa de caneta, um pincel atômico, chuquinha de cabelo de cachorro, uma lixa de unha, um chip de celular, um saco de pipoca vazio.

No meio disso tudo, um papel amarelo, uma listinha sem data, com o título ‘Eu quero’. Interessante pensar o eu queria na época, seja qual ela for.

Eu queria uma TV 21’ tela plana. E hoje eu tenho a antiga TV dos meus pais, não é tela plana, mas é 34’.

Eu queria um abajur (!!). E hoje eu tenho,  mesmo que esteja com as perninhas quebradas e não possa ser muito movimentado.

Eu queria um novo gatinho novo (!!!). E hoje… bom, depois disso eu devo ter tido uns 3 gatinhos, mas acabei ficando só com os antigos mesmo.

Eu queria um computador ótimo. E hoje eu tenho, um realmente  bom, mesmo que eu o infeste de vírus de tempos em tempos.

Eu queria uma tomada no banheiro. E hoje eu tenho, mesmo que eu quase não a use e não a alcance direito.

Eu queria um telefone sem fio. E hoje eu tenho, e brigo para não ficar com ele ou atendê-lo.

Eu queria um quadro de fotos. E hoje eu tenho, mesmo que nunca tenha sido completado… ou pendurado.

Eu queria um playstation com joguinhos. E hoje eu tenho, mesmo eu não tendo muita paciência com os joguinhos que arrumo.

Eu queria uma caneta de ponta fina que não falhasse. E hoje… Bom esse ainda acho que é um item impossível de ter ou mesmo existir.

sábado, 17 de outubro de 2009

Apenas uma tarde qualquer

É uma bonita tarde de Junho. O céu está claro e o sol acolhedor. O frio estremece por entre as gretas das janelas e faz o cômodo menos aconchegante que o habitual. Lá fora ela se espreguiça, aproveitando a onda de calor que corre seu corpo.

Um som ao longe desperta seus sentidos. Levantando uma orelha, pede aos céus para que não seja nada. Mas dentro de casa, também já reconheceram o barulho. Então começa a se movimentar.

Espreguiça novamente, levantando a parte da frente do corpo. Boceja para tentar acordar um pouco mais, e se sacode para dar um pouco mais de ânimo. E sai correndo embalada.

No caminho, pelo seu desajeito normal, não calcula bem a curva e tromba na porta, passando quase por cima de um gato que pula a 3 metros de altura para sair do seu caminho. Completamente desenfreada, e agora já observando os outros dois já em frente ao portão, vem derrapando e faz um belo strike. Em meio à confusão de patas, rabos e latidos, é a primeira a se levantar, com cara animada, como se esse fosse seu plano desde o começo.

Observando pelas gretas, observa o rugir do motor sendo desligado, e em seu lugar um misto de vozes e uivos que enchem a frente da casa, da rua, do quarteirão. Um pé humano na escada é o sinal de largada para mais uma correria enlouquecida porta adentro da casa.

Os gatos, agora já despertos e vigilantes, cada um de um lugar alto da sala, olham escandalizados para tal algazarra formada na porta de entrada.

Ao abrir a porta, um voz humana diz:

- Peloamordedeus! Que isso? Eu só fui comprar pão!

Ela pula feliz, e dá várias piruetas em volta de si mesma. Sem saber se está mais feliz pelo humano não tê-los abandonado ou por ter chegado o pão.


DSCF4361 Ela (Kika)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

A Libélula

Eu e mamãe estamos sentadas tranquilas vendo um filme. Pernas para cima. Cachorrinhos dormindo aconchegados entre nós.

Pela porta entra uma desajeitada libélula trombando pelas paredes, logo atrás dos olhos felinos atentos.

Antes mesmo das orelhas captarem os barulhos das asas, Kika já está em pé, alerta. Duas bolas de gude fixam os movimentos enlouquecidos do esvoaçante e seu pescoço acompanha num contorcionismo preocupante.

Pela fresta deixada por uma das minhas pernas, um pé, uma almofada na cabeça e uma mão, vejo a cena de relance. O gato miando, olha fixamente para cima, Kika, chorando, pula alternadamente entre os sofás, Pipoca, em silêncio, olha para mim um tanto curiosa, e mamãe resmunga que hora ruim desse bicho aparecer e parar o filme.

A Libélula cansa e três voam em cima dela. Wicket, o gato, tenta pegar, mas foi empurrado por Kika, a cachorra louca, que abocanhou o bicho, que foi assustada, por um matador de pernilongo bem seguro na minha mão, e logo abriu a boca. Resultando com a Libélula sair voando para cima de mim e eu começar a pular igual uma enlouquecida pela sala e minha mãe quase cair do sofá de tanto rir.

Bem vindo ao maravilhoso circo da Libélula, apresentação única a 1 hora da manhã!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Two Lovers

Um romance delicado como há muito tempo eu não via. Diferente do tradicional  estilo das  comédias românticas, o filme resgata o gênero do romance na sua forma mais pura como também consegue ir além. Joaquin Phoenix, como sempre espanta na sua atuação. E mesmo sempre achando Gwyneth Paltrow um pouco sem sal, aqui ela também se destaca. Também no elenco, Vinessa Shaw como a outra ponta do triângulo amoroso, e a ainda bela e sempre talentosa Isabella Rossellini, que faz a mãe de Leonard.

O diretor James Gray não se apóia em reviravoltas nem outros tipos de truques, o inevitável é o real protagonista. Com um jogo de imagens e sons (ou a falta deles), cria um filme denso, belamente dirigido, daqueles que se sente a diferença da mão de um bom diretor numa história.

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Phoenix é Leonard, um rapaz que mora com os pais em um apartamento no Brooklyn, em Nova York. O filme começa com ele tentando o suicídio, jogando-se de uma ponte. Ele é rapidamente salvo por um grupo de transeuntes, para seu próprio desgosto. Quando chega em casa, os pais recebem um casal amigo e a filha deles, Sandra. Eles ficam próximos, para a felicidade das duas famílias, que planejam fundir os negócios. Para o estado emocional de Leonard ficar ainda mais complicado, ele logo conhece Michelle, sua vizinha, por quem se apaixona.

 

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Músicas, shows, Festival

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No fim de semana do dia 12 de Setembro Tico e eu fomos para Três Pontas para uma maratona de shows. Quando digo maratona, sim, era uma maratona, a qual eu não tinha idéia até faltarem ainda uns 4 shows para terminar e minhas pernas já não me obedeciam mais.

O Festival foi entre os dia 10 e 13, mas fomos somente na sábado. Entre vários cantores e músicos, tocaram: Lenine, Toninho Horta, Lô Borges, Wilson Sideral, Tom Zé, Ivan Lins – e os mais esperados, filhotes da terra, e homenageados do eventos – Wagner Tiso e Milton Nascimento.

Fomos animados e sorridentes para a festança, debaixo de um sol escaldante, às 3 horas da tarde. A estrutura do lugar nos impressionou, e mesmo com o lugar cheio ao anoitecer foi muito tranquilo e completamente sem tumulto.

A estrutura do palco formava os três montes de Três Pontas, uma lua redonda à esquerda servia de telão e várias luzes em cima faziam o papel das estrelas. À noite o visual era bem legal.

O gramado tem uma leve inclinação natural, e dá para ver bem o palco de qualquer lugar. Certa hora, meus pés já pedindo arrego e longe do show do Milton começar, sentamos no gramado e ficamos ouvindo Ivan Lins ao vivo. Quando vi, Tico já estava todo enroscado dormindo com o chapéu no rosto.

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(A foto é ruim, mas dá para ter uma idéia. Tirei enquanto Tico roncava)

“- Tico, esquecemos! Ainda tem Tom Zé!”

Ele nem levanta o chapéu: “– Que bom, posso dormir mais um show.”

Quando entrou o maluco do Tom Zé, todo mundo que estava dormindo do nosso lado - namorados abraçados, turma desmaiada – levantou e correu. Depois entendemos porque. Nunca tínhamos visto um show dele. Gostando ou não, não se pode negar que tem uma energia contagiante. Levantamos também.

image O Louco Tom Zé

O ponto alto, não tinha outra forma de ser, com uma voz de arrepiar, enrolado com blusas de frio, às 3 horas da manhã (!!!) entra Milton Nascimento para seu show. Arrepio novamente agora, só de lembrar.

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12 horas depois de chegar ao festival, com dor nas pernas, pés e costas, cansada de beber ou comer ou ficar em pé ou tudo mais, olhei para o lado e todos pareciam como eu … Na primeira nota esquecemos de tudo. Cantamos, afinados ou não, juntos, num transe só.

Como Elis dizia, se Deus cantasse, cantaria com a voz de Milton Nascimento

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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Predadores


Pra que três gatos que adoram esvoaçantes

se nenhum se interessa pelo fdp do pernilongo

que não me deixa dormir em paz à noite??


Preciso de um sapo!

terça-feira, 21 de julho de 2009

Morte e Vida

A quase morte do meu computador me fez criar um hábito saudável. Bom, talvez não tão saudável assim… já que fico a madrugada agarrada na televisão.

Nunca tive o costume de ver o canal Eurochannel. Sempre esquecia da numeração do minino láááá em cima, perdido no meio de um monte de canal estranho. Na maioria das vezes já pegava os filmes no meio do caminho, e quando dava certo, morria de raiva com a interrupção das legendas. Acho francês lindo, sua sonoridade é encantadora… e não entendo nem meia palavra do idioma. Acabava chutando o pau da barraca, arremessando o controle na parede e ia fazer outra coisa puta da vida, já que os filmes sempre são interessantes e dão vontade de continuar vendo.

Voltando ao meu computador. Coitado. Quase perdi todas as minhas fotos. Bem que Rodolfo já brigou inúmeras vezes com meus joguinhos que baixo compulsivamente pela rede. Junto com eles todo um arsenal de vírus. Dessa vez levei susto. Vão ver se agora eu aprendo. (hum…)

O resultado foi que ficamos sem filmes e séries - tb baixados hehe. E o resultado disso foi que comecei a ficar sem o que fazer de noite. E o resultado disso foi que comecei a ver um monte de filme ruim na HBO e Telecine (impressionante a quantidade de filme que que passa por dia!!). E o resultado disso foi que comecei a ver Multishow. E o resultado disso é que vi Thriller tantas vezes que já sou a própria reencarnação do Michael Jackson. E o resultado disso, portanto, é meu novo encontro com o Eurochannel. [ “E agora mais perto de você!” – e dos canais de filmes - enfim!]

Bons encontros franceses de época:

Mademoiselle Gigi (2006)

A menina Gigi foi educada para ser uma cortesã, mas tem outras expectativas para sua vida. Filme gostoso, e bem feminino.

Molière (2007)

O jovem diretor e ator de peças teatrais, Moliére, zombava da nobreza em suas peças popularescas, até que acaba sendo preso. Um rico empresário o tira da cadeia em troca de um favor. Deseja a ajuda do escritor para interpretar uma cena para cortejar uma bela moça. Como o empresário é casado e pai de duas filhas, o segredo deve ser mantido e ator é levado a casa como um amigo religioso. Enquanto passa por uma de suas maiores provações em termos de interpretação, Moliére terá de escapar de vários desvios que podem atrapalhar sua carreira, sendo a esposa a maior delas. Divertido!

E vida o Eurochannel!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

uma música, uma fã

Um novo amigo, com uma linda voz baiana, mandou essa música. O conheci junto à turma do blog, e sua simpatia e alegria me chamaram logo a atenção. Uma mistura de timidez com respostas rápidas na ponta da língua. Ouvindo Emerson cantar e tocar o violão em nossos encontros no Rio, Sampa e Salvador já me fizeram ser sua fã. Da pessoa e do artista. Muito sucesso para ele!

Aqui, uma demo de uma de suas canções, do seu, muito esperado por mim, CD.

Emerson Leal & Oda Mae Brown - Não sacaneie Meu Fusca

NÃO SACANEIE MEU FUSCA (Emerson Leal)

Eu ouvi dizer / Você me chamou de derrotado / Só porque meu carro não é zero / De luxo, importado / Quanto ao meu fusquete / Só eu sei do que ele é capaz / Não tem cabine dupla / Mas mulher, até que cabe demais / Com ele eu vou a qualquer canto / Sem perigo de seqüestro / Eu boto 100 na Paralela / Um blues no alto-falante / E trato de esquecer do resto / Não sacaneie meu fusca / Pegue leve, por favor / Não sacaneie meu fusca / Não é seu carro que me leva aonde eu vou / Você não viu / O trato que eu dei no meu carrão / Fiz banco, chaparia / Pintura de verde-limão / Colei no pára-brisa / O velho escudo tricolor / Tem uma dúzia de fitinha do Bomfim / No espelho retrovisor / Com ele eu vou a qualquer canto / Sem perigo de seqüestro / Eu boto 100 na Paralela / Um blues no alto-falante / E trato de esquecer do resto / Não sacaneie meu fusca / Pegue leve, por favor / Não sacaneie meu Fusca / Não é seu carro que me leva aonde eu vou.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Falta de identidade

Estou num hiato tão grande em minha vida que já não sei se isso é uma fase ou se é nisso que me tornei.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Um mundo

Um mundo onde

só se coma strogonofe e brigadeiro

só se fique tonto com tequila e espumante

só se escute Simon and Garfunkel e Elis Regina.


Um mundo onde

todos os gatos e cachorros durmam numa cama

todos os livros tenham um lugar na estante

todas as camas aconcheguem seus dorminhocos.


Um mundo onde

a única partida seja o de um jogo de baralho

a única discussão seja qual filme que será visto

o único desejo seja o de fazer amor todo o dia.


Um mundo.

O mundo.

O maravilhoso mundo de Lulu Bolota.

domingo, 24 de maio de 2009

A viagem – Parte 2

Sabe aquele tipo de viagem que quando você volta para casa dá depressão? Pois é.

Me apaixonei pelo Rio. Não pelo o que imaginei que iria gostar, pelo que se fala de lá. Mas pelo o que encontrei, que conheci, quem conheci.

Uma turma deliciosamente boêmica, cantante, interessante, divertida. Uma paulista, alguns cariocas, uma argentina, uma uruguaia e vários baianos.

P1000761 Um mundo completamente diferente do que se imagina. Do que estou acostumada. Além da minha fantasia. Pessoas completamente especiais. Deliciosamente delicioso.

 

O Show

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Chegamos ao famoso Canecão. Não tão interessante por fora. Lindo e charmoso por dentro. Mesinhas e uma dificuldade imensa de pedir ao menos uma água. E tudo muito caro. Mas vale a pena. É o Caetano.

Então: Abre-te Sésamo. E lá está ele. Bem pertinho.

P1000705“Fechar os olhos e pensar que é ele mesmo que está cantando… bem ali!” – diz minha mãe cheia de emoção.

Na mesa ao lado, os novos amigos do blog, quase não se seguram nas cadeiras, e balançam os esqueletos ao sons das músicas que, para falar a verdade, não ouvi ainda. Sinto um aperto no coração. Amo tudo isso. É tudo muito emocionante. Eu aqui. O pessoal do Blog junto, vendo Caetano. Mamãe no meio dessa farra.

Hum… Sinto falta das músicas antigas… Nos seus primeiros acordes, arrepio. Penso como foi algum dia possível, eu achar que a vida era ruim.

 

Depois do bis ainda fica melhor: Vamos ao camarim. Se tivessem palavram, seriam mais ou menos assim: Santa’ntôniodoAmparo!! Caetano é um doce! Todo mundo é um doce! É vida é um gigante brigadeiro!

 

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Aqui o encontro fotográfico lindo de mamãe e Caetano. “Eu adoro sua mãe”, me diz ele com sua vozinha baiana doce, preparado para fazer pose para a foto. E disparam a conversar e rir.

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Sabe… aquele tipo de viagem que quando volta para casa faz pensar um pouco sobre como a gente leva vida?… Para onde foram nossos sonhos… Que tipo de coisa que começamos a desejar com o passar dos anos…QUe RaiOs eU tô fAzEndo AqUi??

sexta-feira, 15 de maio de 2009

A viagem – Parte 1 – A ida

Silvio – o motorista – chegou aqui 1 hora da manhã. Eu e mamãe estávamos prontas… para tomar banho. Saímos meia hora depois fazendo as contas: 3 horas, 3 horas e meia até o aeroporto… Se chegarmos 5h30 vai ser corrido. O vôo é às 6h15.

Não tínhamos com o que nos preocupar. Enquanto nosso alegre e muito bom condutor nos distraía com casos de suas andanças pelo Brasil, o velocímetro marcava 150km/h.

Chegamos em Confins antes das 5 da manhã. Deu até tempo de ser roubadas pelo caríssimo cafezinho da manhã com pão de queijo. Ainda não entendo por que tem que ser tão caro!

Alegria, alegria! Dentro do avião estamos nós! É minha primeira vez.

Há uma lenda que voei até Recife. Fotos confirmam um Toco na praia, e realmente é a casa da minha tia. Mas como fui parar lá… Como não lembro de nada mesmo. Esta é a minha primeira vez dentro desse passarinho.

05 - No avião

As carinhas de mortas já dá a dica do estado físico das pessoas. Mas não! Não minha mãe! Num estado de frenesi intenso não parávamos de falar e rir, e a dita cuja me explicava todo o procedimento. “Todo mundo fala que essa é umas das horas mais perigosas do avião cair…” “Nunca vi falar, nem em filme, desse acento funcionar para boiar. Se cairmos no mar, não acho que vá adiantar.” Tudo em muito alto e bom som, até 46 minutos depois pousarmos num Rio de Janeiro de calorzinho bom.

Então a aventura começa.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Caetano Veloso no Rio

Esses dias sonhei com Caetano Veloso… Mas ele era Robin Williams (??!!) Motivo de tal loucura é que estou indo para o Rio, ver o show de estréia de Caetano. Agora, não me pergunte o porquê do Patch Adams!

Minha mãe participou durante meses e meses (infinitos meses para mim que escutava falar) do Blog que o Baianinho Supimpa estava escrevendo. Tudo que se escutava aqui em casa era que Caetano tinha falado isso, Caetano tinha escrito aquilo…

Eu na minha paciência característica, já fazia cara de pavor quando alguém, numa mesa de bar, perguntava despreocupadamente: “– E aí? Como vai Caê?” Minha mãe colocava um sorriso orelha a orelha, enchia o peito e desfilava toda a sua tietice.

Até que esse mês ela veio com esse convite muito do sem vergonha! O pessoal assíduo do blog – cada um de uma parte do Brasil e até alguns de fora – resolveu ajuntar nesse show de estréia – AMANHÃ! – , se conhecer, farrear e conhecer Caetano Veloso!

Ora! Eu que nunca fui ao Rio de Janeiro, escuto Caetano Veloso desde que me conheço por gente, e nunca dispenso uma farra.. ora ora! Estou aqui escrevendo, mas tinha, na verdade, era que estar acabando de fazer minhas malas.

Será uma aventura! Daqui vamos de carro direto para o aeroporto de BH – 3h e meia de viagem, pousamos no Rio logo de manhã e só podemos entrar no Hotel a tarde. Quer dizer que lá pelas 8hs da manhã vou estar completando mais de 24 horas de atividade enlouquecida, e certamente vou estar completamente zureta.

terça-feira, 5 de maio de 2009

Vícios

  • Sorvete de Flocos Kibon – Tem que ser Kibom porque nenhum outro presta – me desculpe a Nestlé. E se deixar eu tomo todo o pote de 2 litros, de preferência de colherzinha direto do pote.
  • Sudoku – quando começo simplesmente não consigo parar. O difícil já é fácil. O negócio é o diabólico, e para quebrar mais a cuca - grande mestre. Meu problema é fazer isso na hora de dormir. Meus sonhos ficam povoados de numeruzinhos exigentes em situações mirabolantes.
  • Gatos e Cachorros – esse é um item que não pode faltar. Se está falando de vício e de mim… não tem outra opção. Esse é o número um. Sabe “Já tive mulheres te todas as cores…” ? Sou eu. Com gatos e cachorros.
  • Computador – Um grande amigo uma vez me falou que vive sem sexo, mas não sem computador. Pra mim é por aí também. Com um adicional: se não tiver internet, pulo da janela.
  • Filmes – Sou uma grande amante de filmes. Também! vindo de uma família extremamente cinéfila, estranho ali quem não o é. Minha maior qualidade - e sim, me orgulho muito em dizer - é gostar de tudo quanto é capeta. Sento com meu pai e vibro com “Exterminador do Futuro” e “O Homem que Matou o Facínora”; com minha mãe “A Malvada” e “Harry e Sally – feitos um para o outro”. Passo por Bergman e Hitchcock ; comédia e terror. [Vou parar, se não, não falo sobre outra coisa]
  • Baralho – além de uma pequena coleção de baralhos, ainda em estágio inicial, jogos com cartas são ainda meus preferidos. Fico horas embaralhando (adoro) a ponto do resto da mesa brigar para eu destribuir logo as cartas. Quando criança brincava de correio da Xuxa com as cartas do baralho, depois vim a saber quem muita gente já fez isso também. Alguns jogos: Mau-mau, Paciência (claro), Crapô (tipo paciência de 2), Buraco e Wish (jogo de origem da minha família – isso mesmo, meu Tio inventou! Amo, amo)
  • Matemática – Deixe uma pessoa feliz, me dê um monte de exercício de matemática para fazer. Esqueço até de comer!

segunda-feira, 4 de maio de 2009

A volta (dos e-books)

Volto assim, enfim. Bem avisei que seria inconstante. Tão inconstante como eu própria. Agora espero ter uma pouco mais de … freqüência. Esses dias tenho tido vontade de escrever e compartilhar. De fazer gracinha talvez :)

Entrei no mundo no livro digital.

Devo dizer que, na primeira vez que um grande amigo me falou em ler pelo celular fiquei empolgada. Me passou todas as dicas e truques. Acabei lendo alguma coisa na minha minúscula tela de agora nem sei mais qual era o celular. Que decepção! Senti falta do papel, do passar de páginas, do cheirinho de livro novo.

Daí passaram-se alguns meses, ou ano(s) até, nem sei. Minha fome por leitura começou a pesar os bolsos e a preocupar até meu terapeuta. Não se pode entrar numa livraria e sair com tantos livros assim de uma vez só!

Então comecei a procurar alternativas. Para os livros impressos já não tenho lugar, dinheiro, coragem e sanidade mental. A opção era o meu mais novo desejo de consumo, o ebook reader

Ultimamente existem uma quantidade até razoável desses leitores de livros. Tenho ficado de olho nos lançamentos da Sony, mas ainda está tudo muito caro. Vou esperar um pouco o preço. Além da tecnologia. Agora começaram a sair os touch screen e coloridos. Quando for comprar, quero tudo!

Mas então, achei uma solução temporária bem satisfatória. Tenho um MP… (374?) MP3 Creative Zen Vision W. Que toca música, passa filme e vê imagem. E – plim!

Achei um programinha – eBooks to Imagens - que converte os ebooks em imagens. É só colocar no Creative e pronto. Dá pra ler muito tranquilo! Uma dica pra quem usar, é marcar onde você parou de ler classificando a foto. Depois é só procurar o “próxima foto classificada” e pronto.

Meus problemas foram resolvidos, por hora.

Estou feliz, por hora.

Já li toda a série Crepúsculo de Stephenie Meyer

Achei um site que define bem o que senti em relação aos livros:

A narrativa é fácil, prende o leitor e é deliciosamente adolescente. (…) Impressionante é constatar que a fórmula leitura fluida + a inocência + romance + fantasia seduz a todos.

O que ainda estou brigando um pouco com o maravilhoso mundo dos ebooks são as traduções. A maioria é tradução de usuários que compartilham conosco na rede. É legal e tal. Mas eu ainda procuro qualidade. Não é sangria desatada, posso esperar uma tradução mais bem feitinha – a tradução original igual a do papel. Porém, por enquanto a briga está feia. E estou perdendo de … praticamente todos os livros que li até agora. Mas não perco a esperança. Há de haver o maravilhoso mundo de belas traduções de ebooks por aí. Vou achar, e posto aqui.