No fim de semana do dia 12 de Setembro Tico e eu fomos para Três Pontas para uma maratona de shows. Quando digo maratona, sim, era uma maratona, a qual eu não tinha idéia até faltarem ainda uns 4 shows para terminar e minhas pernas já não me obedeciam mais.
O Festival foi entre os dia 10 e 13, mas fomos somente na sábado. Entre vários cantores e músicos, tocaram: Lenine, Toninho Horta, Lô Borges, Wilson Sideral, Tom Zé, Ivan Lins – e os mais esperados, filhotes da terra, e homenageados do eventos – Wagner Tiso e Milton Nascimento.
Fomos animados e sorridentes para a festança, debaixo de um sol escaldante, às 3 horas da tarde. A estrutura do lugar nos impressionou, e mesmo com o lugar cheio ao anoitecer foi muito tranquilo e completamente sem tumulto.
A estrutura do palco formava os três montes de Três Pontas, uma lua redonda à esquerda servia de telão e várias luzes em cima faziam o papel das estrelas. À noite o visual era bem legal.
O gramado tem uma leve inclinação natural, e dá para ver bem o palco de qualquer lugar. Certa hora, meus pés já pedindo arrego e longe do show do Milton começar, sentamos no gramado e ficamos ouvindo Ivan Lins ao vivo. Quando vi, Tico já estava todo enroscado dormindo com o chapéu no rosto.
(A foto é ruim, mas dá para ter uma idéia. Tirei enquanto Tico roncava)
“- Tico, esquecemos! Ainda tem Tom Zé!”
Ele nem levanta o chapéu: “– Que bom, posso dormir mais um show.”
Quando entrou o maluco do Tom Zé, todo mundo que estava dormindo do nosso lado - namorados abraçados, turma desmaiada – levantou e correu. Depois entendemos porque. Nunca tínhamos visto um show dele. Gostando ou não, não se pode negar que tem uma energia contagiante. Levantamos também.
O ponto alto, não tinha outra forma de ser, com uma voz de arrepiar, enrolado com blusas de frio, às 3 horas da manhã (!!!) entra Milton Nascimento para seu show. Arrepio novamente agora, só de lembrar.
12 horas depois de chegar ao festival, com dor nas pernas, pés e costas, cansada de beber ou comer ou ficar em pé ou tudo mais, olhei para o lado e todos pareciam como eu … Na primeira nota esquecemos de tudo. Cantamos, afinados ou não, juntos, num transe só.
Como Elis dizia, se Deus cantasse, cantaria com a voz de Milton Nascimento…

Um comentário:
Hm...Inveja!
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