sexta-feira, 30 de outubro de 2009
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Eu queria
Ontem eu estava procurando já nem sei mais o que dentro de umas das milhares de caixinhas que tenho. Me deparei com a coleção mais estranha de coisas dentro de uma delas.
Cartão de visita um acupunturista, foto plastificada do meu cachorro que já morreu, tapa-olhos ‘só mais cinco minutos’, uma entrada de cinema do filme ‘Indiana Jones’, um perfume vencido, um chaveiro ‘Estive em Aparecida rezei por vc’(!!!), uma carta enviada da França por uma prima, mini cd’s, ingresso do Mineirão para ver Cruzeiro x Ituiutaba, uma tampa de caneta, um pincel atômico, chuquinha de cabelo de cachorro, uma lixa de unha, um chip de celular, um saco de pipoca vazio.
No meio disso tudo, um papel amarelo, uma listinha sem data, com o título ‘Eu quero’. Interessante pensar o eu queria na época, seja qual ela for.
Eu queria uma TV 21’ tela plana. E hoje eu tenho a antiga TV dos meus pais, não é tela plana, mas é 34’.
Eu queria um abajur (!!). E hoje eu tenho, mesmo que esteja com as perninhas quebradas e não possa ser muito movimentado.
Eu queria um novo gatinho novo (!!!). E hoje… bom, depois disso eu devo ter tido uns 3 gatinhos, mas acabei ficando só com os antigos mesmo.
Eu queria um computador ótimo. E hoje eu tenho, um realmente bom, mesmo que eu o infeste de vírus de tempos em tempos.
Eu queria uma tomada no banheiro. E hoje eu tenho, mesmo que eu quase não a use e não a alcance direito.
Eu queria um telefone sem fio. E hoje eu tenho, e brigo para não ficar com ele ou atendê-lo.
Eu queria um quadro de fotos. E hoje eu tenho, mesmo que nunca tenha sido completado… ou pendurado.
Eu queria um playstation com joguinhos. E hoje eu tenho, mesmo eu não tendo muita paciência com os joguinhos que arrumo.
Eu queria uma caneta de ponta fina que não falhasse. E hoje… Bom esse ainda acho que é um item impossível de ter ou mesmo existir.
sábado, 17 de outubro de 2009
Apenas uma tarde qualquer
É uma bonita tarde de Junho. O céu está claro e o sol acolhedor. O frio estremece por entre as gretas das janelas e faz o cômodo menos aconchegante que o habitual. Lá fora ela se espreguiça, aproveitando a onda de calor que corre seu corpo.
Um som ao longe desperta seus sentidos. Levantando uma orelha, pede aos céus para que não seja nada. Mas dentro de casa, também já reconheceram o barulho. Então começa a se movimentar.
Espreguiça novamente, levantando a parte da frente do corpo. Boceja para tentar acordar um pouco mais, e se sacode para dar um pouco mais de ânimo. E sai correndo embalada.
No caminho, pelo seu desajeito normal, não calcula bem a curva e tromba na porta, passando quase por cima de um gato que pula a 3 metros de altura para sair do seu caminho. Completamente desenfreada, e agora já observando os outros dois já em frente ao portão, vem derrapando e faz um belo strike. Em meio à confusão de patas, rabos e latidos, é a primeira a se levantar, com cara animada, como se esse fosse seu plano desde o começo.
Observando pelas gretas, observa o rugir do motor sendo desligado, e em seu lugar um misto de vozes e uivos que enchem a frente da casa, da rua, do quarteirão. Um pé humano na escada é o sinal de largada para mais uma correria enlouquecida porta adentro da casa.
Os gatos, agora já despertos e vigilantes, cada um de um lugar alto da sala, olham escandalizados para tal algazarra formada na porta de entrada.
Ao abrir a porta, um voz humana diz:
- Peloamordedeus! Que isso? Eu só fui comprar pão!
Ela pula feliz, e dá várias piruetas em volta de si mesma. Sem saber se está mais feliz pelo humano não tê-los abandonado ou por ter chegado o pão.