Ao fundo escuto uma versão, um tanto pornográfica, de uma antiga música da Coca-Cola.
Minhas pernas doem. E minhas costas também.
A música cantada a plenos pulmões muda para sertanejo.
Devia ter aprendido com a primeira inundação que não se deve deixar janelas abertas.
A ópera ambulante chega ao banheiro.
Queria saber como ele consegue manter o bom humor depois de 1 hora enxugando a casa.
A cantoria parece insistente.
Olho para cima do box e todos os pensamentos desaparecem.
Solto uma gargalhada.
Minha piranha de cabelo desdentada canta usando de microfone uma lanterninha de prender no livro.
A Cantora
O Microfone